Quando o Estado Rompe a Confiança, Deve Ser Responsabilizado “O Estado é o guardião da confiança pública. Quando a quebra, quebra-se o elo invisível que sustenta a legitimidade.” — Pierre Rosanvallon A democracia não se sustenta apenas sobre eleições periódicas, divisão de poderes e ritos legais. Ela repousa sobre uma fundação invisível, mas decisiva: a confiança pública . Quando um cidadão aceita obedecer às leis, pagar tributos, delegar poder a representantes, ele está apostando que o Estado — em nome do interesse coletivo — cumprirá sua parte no pacto social . Mas o que acontece quando o Estado quebra esse pacto? Quando, em vez de proteger direitos, os nega? Quando, em vez de gerir com justiça, governa com privilégios? Quando corrompe a verdade, manipula a lei e governa por conveniência? O que acontece é simples: rompe-se a legitimidade. E quem rompe a confiança pública, deve ser punido. A confiança como princípio normativo, não apenas social Pierre Ros...
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